A quem prefira um, há quem prefira o outro, porém o que não dá para negar é que os dois são excelentes enólogos e que seus vinhos são de altíssima qualidade.
Paulo Laureano ficou conhecido pelo seu trabalho de consultoria na elaboração de vinhos, realizado principalmente na região do Alentejo, com destaque para a renomada vinícola Mouchão. Atualmente produz o seu próprio vinho e está também trabalhando arduamente para a recuperação e reconhecimento de uma casta portuguesa pouco comum, a Tinta Grossa - a qual tive o prazer de provar um varietal, como vcs verão a seguir.
Jorge Serodio, enólogo do Douro, seguiu a tradição da família que há muito já produzia excelentes vinhos, da qual herdou a Quinta da Manoella. Em 2001, ao lado da sua esposa Sandra Tavares, criou a Wine & Soul, também referência de vinhos de qualidade na região do Douro.
A Batalha consistiu em provar 1 vinho branco de cada e 2 vinhos tintos de cada, sempre comparando um ou outro de cada vez.
Obviamente não foi uma escolha fácil, afinal todos os vinhos são muito bons. O que os diferenciou e foi ponto decisivo para a votação eleger o Jorge Serodio, foi o momento em que esses vinhos estavam sendo degustados. Os vinhos do Paulo Laureano ainda estavam um pouco "fechados", apesar de igualmente incríveis. Mas fazer esse comparativo taça a taça é uma experiência muito interessante!
E além disso, tivemos 2 surpresas: O curioso varietal Tinta Grossa e um vinho do Porto Rosé para degustar com pastéis de belém... Noite prá lá de especial, hein!? Cheers!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Receita harmonizada: Bacalhau ao forno
Se tem uma coisa que eu amo na vida é receber amigos para uma boa refeição em casa. Cozinhar para comensais queridos é um prazer enorme. Pensando nisso, me deu vontade de escrever sobre relacionamentos, vínculos e
de como a comida está relacionada a isso.
“O Último Chef Chinês” é um livro que fala sobre a culinária da China. Livro sensível, interessante e com um olhar muito diferente daquele que temos quando pensamos em comida chinesa.
Na China, o auge das refeições não é nem o comer nem o
cozinhar, mas sim o compartilhar do alimento. Iguarias nunca devem ser consumidas
em solidão. Que prazer uma pessoa pode tirar da culinária refinada se não
convidar amigos queridos para comer?
O conceito chinês de relacionamento está diretamente ligado
ao coração da culinária, onde todas as refeições são compartilhadas e nada é colocado
ou servido em prato individual (como encontramos freqüentemente na culinária
ocidental e até é sinônimo de requinte).
Lá na China, a comida é como um “código de etiqueta” e
define hierarquia. A refeição é, na verdade, um meio de reunir pessoas com um
objetivo em comum. Essa conexão entre comida e relacionamentos é chamada guanxi.
Como no livro é muito comentado que no ocidente o que é
chamado de comida chinesa não chega nem perto do que ela realmente é, preferi
preservar seus encantos. Por isso, a receita de hoje é bacalhau ao forno, um
prato para ser compartilhado entre amigos e família, de preferência naquele
almoço de domingo quando todos estão reunidos ao redor da mesa, dispostos a
compartilhar de uma refeição deliciosa (não servida individualmente) como
também de suas experiências de vida.
Receita: Bacalhau ao forno
- 4 postas de bacalhau dessalgado
- 1 pimentão grande de cada cor (verde, vermelho e
amarelo), cortados em rodelas
- 4 tomates cortados
- 3 cebolas cortadas em rodelas grossas
- azeitonas pretas
- salsinha
- azeite
- 8 dentes de alho descascados
- 4 folhas de louro
- sal e pimenta do reino a gosto
- Tempere cada posta de bacalhau com sal e pimenta do
reino. Reserve.
- Corte os tomates, os pimentões e a cebola. Coloque uma
pitada de sal em tudo e reserve.
- Num refratário, faça a montagem da seguinte forma:
- Regue com azeite o fundo do refratário e coloque as
cebolas de forma a cobrirem todo o fundo, formando uma "cama de
cebolas".
- Coloque as postas de bacalhau por cima das cebolas.
- Em cada posta coloque dois dentes de alho e uma folha de
louro.
- Cubra as postas com as rodelas de pimentão.
- Regue com azeite, cubra com um papel alumínio e leve ao
forno por 20 minutos (temperatura média/alta).
- Retire o papel alumínio, acrescente as azeitonas e os
tomates. Volte para o forno (sem papel alumínio) por mais 20 minutos.
- Salpique a salsinha por cima e Bom apetite!!!!!
Dicas:
- Se quiser colocar batata tbm, é só cortar as batatas
bolinhas ao meio e cozinhar por 5 minutinhos. Tempere. Na hora da montagem,
leve ao forno desde o início. Pode ser por baixo das cebolas.
- Outra coisa que combina muito bem é grão de bico. Coloque
uma camada entre o tomate e a cebola, fica uma delícia!
Vinho:
Para acompanhar o bacalhau, a dica são vinhos portugueses,
como sempre para todos os bolsos. A primeira opção seria um Vinho Verde, da região do Minho, que com sua acidez e frescor vai harmonizar muito bem com esse prato.
Muitas pessoas acreditam que só tomamos vinho branco para
acompanhar pratos com peixes, mas o que importa é fazer uma harmonização
correta. Como o bacalhau é um peixe mais estruturado e de sabor acentuado, um vinho tinto português pode cair vai muito bem.
M.O.B 2011
(R$ 245,00)
Cedro do Noval 2012
(R$ 129,00)
Muralhas de Monção 2015
(R$ 98,00)
Livro:
O Último Chef Chinês, de Nicole Mones
(R$ 34,90)
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